A Secretaria de Educação do Distrito Federal lança, na sexta-feira (08/07), o programa DF Alfabetizado. O objetivo é alfabetizar 10 mil pessoas a partir da criação de 500 turmas, ainda neste ano. O evento será realizado na Escola de Aperfeiçoamento dos Profissionais da Educação (EAPE), às 10h. Estarão presentes professores, organizações da sociedade civil e autoridades do Governo do Distrito Federal.
De acordo com a secretaria, até o fim desta gestão, o DF se transformará em um território totalmente alfabetizado. Para atingir essa meta, a SEDF contará com a participação de várias entidades públicas e organizações sociais. Até o final do programa, a pasta da Educação visa alfabetizar 65 mil brasilienses por meio da criação de 3.250 turmas nos períodos de 2011/2014.
Haverá uma ação prioritária em três territórios com o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) mais baixo do DF: Estrutural, Itapoã e Sol Nascente/Por do Sol (Diretoria Regional de Ceilândia). As estratégias de ação contemplam a territorialidade e considera que a escola pública seja a responsável pela alfabetização em sua área geográfica de abrangência. Ainda prevê que a alfabetização e a Educação de Jovens e Adultos não se separem.
O intuito é ampliar a oferta na rede pública do DF e vincular a matrícula do alfabetizado na escola mais próxima do local (espaço físico externo) em que estiver ocorrendo a ação alfabetizadora. A matrícula no DF Alfabetizado vai ocorrer a qualquer período, na secretaria da escola pública de EJA. A garantia da oferta de vagas para a continuidade de estudos na rede pública de ensino em turmas de EJA e regular cumpre o art. 225 da Lei Orgânica do DF. Será trabalhado um currículo contextualizado com o mercado de trabalho, reconhecendo o alfabetizando como ser de cultura e saber.
O programa vai promover uma mobilização e parceria com os diversos setores da sociedade civil, entre eles, instituições de ensino superior, movimentos populares e sindicais, organizações não governamentais e empresas que atuam diretamente na alfabetização. Outro ponto é a intersetorialidade entre as Secretarias de Governo, Ciência e Tecnologia, Desenvolvimento Social e Transferência de Renda, Juventude, Mulher, Saúde, Trabalho, Segurança Pública e Justiça e órgãos públicos, como a CODEPLAN/DF.
Para a secretária de Estado da Mulher, Olgamir Amancia, "um programa como este ganha maior relevância com uma visão que propicie a participação das mulheres, com flexibilidade de horários para as aulas, facilitadores para mães, como creches ou cirandas, por exemplo, além de temáticas e ações pedagógicas em sintonia com os interesses e os direitos das mulheres”, ressaltou Olgamir, que também tem participação na iniciativa.
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